Por: Endeavor Brasil

Guilherme Fowler A. Monteiro
Adriana Bruscato Bortoluzzo
Pedro Lipkin A. Rosa

Ponto de partida:

A pesquisa sobre empresas de alto crescimento (EACs) tem ganhado destaque cada vez maior no debate econômico. Uma das principais razões para isso é o fato de que EACs desempenham um papel relevante na geração de empregos.

Segundo os últimos dados oficiais do IBGE, as EACs respondiam por apenas cerca de 26.000 empresas no Brasil em 2015 (0,6% do total), embora as pessoas empregadas por elas tenham aumentado 172% entre 2013 e 2015, atingindo 3,5 milhões. Diferentemente do que se pode pensar à primeira vista, entretanto, EACs não constituem um grupo homogêneo.

É possível encontrar desde “one-hit wonders” (firmas que apresentam altíssimo crescimento por um curto período de tempo e depois permanecem estáveis) até empresas de alto crescimento persistente – ou seja, que crescem a taxas elevadas por um período maior de tempo.

Essa distinção é relevante uma vez que as EACs persistentes são aquelas empresas mais provavelmente capazes de produzir um impacto econômico relevante no médio e longo prazos, através, por exemplo, da criação sustentada de empregos.

Diante da relevância das EACs persistentes, levantamos, então, a seguinte questão: Quem são e quais os padrões de crescimento das EACs persistentes no Brasil?

Deixe uma resposta