Escolher a melhor maquininha para delivery é diferente de escolher para uma loja física. No delivery (seja marmita, food-delivery ou dark kitchen) o pagamento acontece na porta do cliente, com pico de pedidos à noite e ticket médio em torno de R$ 45. Duas dores aparecem o tempo todo: a maquininha precisa funcionar onde o sinal de celular é fraco (a entrega pode ser num prédio, num bairro afastado ou num elevador), e o risco de chargeback — quando o cliente contesta a compra e o valor é estornado depois — assusta quem recebe na rua, longe do balcão. Este guia mostra o que olhar e quais maquininhas recomendamos para quem entrega.
O que um delivery precisa numa maquininha?
Antes de comparar marcas, vale entender as três exigências reais de quem trabalha com entrega:
- Conexão própria (chip 4G/GPRS): o entregador não vai depender do Wi-Fi do cliente. Uma maquininha com chip de dados embutido cobra fora de casa, no carro ou na moto. Modelos que só funcionam por Bluetooth (presos ao celular) ou só por Wi-Fi são arriscados na rua.
- Bateria que aguenta o turno: o pico do delivery é à noite, justamente quando a maquininha já rodou o dia todo. Bateria fraca trava a venda na última entrega.
- Proteção contra chargeback e Pix: aceitar Pix na entrega reduz custo e risco — o dinheiro cai na hora e não há contestação como no cartão. Para pedidos por telefone ou WhatsApp, um link de pagamento (o cliente paga antes pelo celular) elimina a ida até a porta e protege contra calote.
Outro ponto: muitos deliveries são MEI ou ME e precisam de uma máquina sem burocracia, com taxas claras e sem mensalidade pesada. Se ainda tem dúvida sobre os termos, nossa página de taxa de débito explica como funciona o desconto em cada tipo de venda.
Melhores maquininhas para delivery
Como cada negócio negocia condições diferentes, aqui vamos pelo que cada marca entrega de melhor para a rua — sem cravar números, porque as taxas mudam por volume e campanha.
- InfinitePay e Ton — boas para o delivery que prioriza custo e simplicidade. Costumam ter taxas competitivas, Pix sem custo e modelos sem aluguel, o que ajuda quem tem volume irregular. O ponto de atenção é o suporte, que é remoto. Veja como elas se comparam em InfinitePay vs Ton e o review da Ton.
- Mercado Pago — forte para quem vende online e na rua ao mesmo tempo. O ecossistema (link de pagamento, app, QR Code Pix integrado) facilita receber por WhatsApp antes da entrega sair. Detalhes no review do Mercado Pago.
- PagBank — equilíbrio entre maquininha com chip próprio, conta digital e link de pagamento, útil para o delivery que quer concentrar recebimento num lugar só. Confira o review do PagBank.
O contraponto honesto: nenhuma delas resolve sinal zero. Em região realmente sem cobertura, priorize Pix por QR Code (que pode ser pago pelo cliente assim que o sinal voltar) ou link de pagamento adiantado. E lembre que máquina barata com taxa de parcelado alta pode sair cara — no delivery o crédito à vista e o débito dominam, então olhe essas faixas com mais atenção do que o 12×.
Recomendação final
Para a maioria dos deliveries de comida com ticket por volta de R$ 45 e pico noturno, a combinação vencedora é maquininha com chip 4G próprio + Pix na entrega + link de pagamento para os pedidos por telefone. Se o seu foco é gastar o mínimo em taxa, comece avaliando InfinitePay e Ton. Se você vende muito online e quer tudo integrado, o Mercado Pago tende a render mais. E se quer concentrar maquininha e conta digital, o PagBank é uma aposta segura.
Antes de fechar, compare as opções sem aluguel — elas costumam fazer mais sentido para quem tem volume variável. Nossa lista de maquininhas sem aluguel ajuda a filtrar o que cabe no seu caixa.