Escolher a melhor maquininha para prestador de serviço autônomo é uma decisão diferente da de quem tem loja com movimento todo dia. Se você é autônomo, freelancer ou profissional liberal — em geral um MEI —, seu faturamento costuma ser esporádico: passa dias sem nenhuma venda e, de repente, fecha um trabalho de ticket alto. O valor médio que circula por cobrança fica perto de R$ 300, mas varia muito de cliente para cliente. Some a isso recebimentos que muitas vezes são agendados ou feitos à distância (por link, por exemplo), e duas dores aparecem na frente: o volume baixo de transações e a pressão por parcelamento longo, já que clientes adoram dividir um serviço caro em várias vezes.
O que um prestador de serviço autônomo precisa numa maquininha?
Como você não vende em alto volume, o pior negócio é pagar aluguel mensal fixo por um aparelho que fica parado a maior parte do tempo. Procure modelos sem mensalidade — uma maquininha que só "custa" quando você usa. Vale conferir os modelos sem aluguel antes de fechar.
Os outros pontos que importam para o seu perfil:
- Parcelamento sem te machucar. Como o ticket pode ser alto, o cliente vai querer dividir. Veja a taxa de crédito parcelado (a chamada MDR, o percentual que a maquininha desconta de cada venda) em 6× e 12×, não só a do débito.
- Receber por link, não só pelo aparelho. Atendimento agendado e cobrança online combinam com link de pagamento e Pix — assim você cobra mesmo sem o cliente na sua frente.
- Velocidade do dinheiro. Entenda a diferença entre D+0 (cai na hora) e D+1 (cai no próximo dia útil). Receber rápido sem pagar antecipação cara faz diferença para quem tem caixa apertado entre um trabalho e outro.
- Taxa de débito justa, porque parte dos clientes vai pagar à vista. Se quiser entender esse número, leia o glossário da taxa de débito.
Melhores maquininhas para prestador de serviço autônomo
Sem mensalidade e com taxas competitivas, três nomes se destacam para o autônomo:
- Ton — forte justamente para quem vende pouco e quer aparelho sem aluguel. Boa para começar com baixo risco. O contra honesto: planos de taxa menor às vezes exigem volume mínimo, então leia as condições. Veja a análise da Ton.
- InfinitePay — costuma brigar pelas menores taxas de parcelado e oferece link de pagamento e Pix sem custo de aparelho, o que casa bem com cobrança online. Confira o review da InfinitePay.
- Mercado Pago — útil se você já recebe por link, marketplace ou app; o ecossistema de cobrança online é amplo. Em compensação, a taxa de débito nem sempre é a mais baixa. Veja o review do Mercado Pago.
Na dúvida entre as duas mais agressivas em preço, vale ver o comparativo InfinitePay vs Ton.
Recomendação final
Para a maioria dos prestadores de serviço autônomos, o caminho mais seguro é uma maquininha sem aluguel, com link de pagamento e Pix para as cobranças agendadas e uma taxa de parcelado que não devore sua margem nos serviços mais caros. Ton e InfinitePay tendem a ser as escolhas mais equilibradas para quem vende pouco e quer evitar custo fixo; o Mercado Pago entra forte se a sua cobrança é majoritariamente online.
O melhor conselho é não olhar só a taxa de débito da propaganda: simule uma venda parcelada de verdade, no valor que você costuma cobrar, e compare quanto sobra no seu bolso em cada opção. É esse número final que decide.